terça-feira, 31 de julho de 2012

Como é triste ver...


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O homem ficou mau, perdeu a
 inteligência
Destruindo o presente que Deus nos
 deu
O homem ficou cego, não vê a
 importância
Do que deveria ser natural o fogo
 acendeu
Queimando as árvores, as flores e 
animais
O homem está perdendo a sua própria
 razão
Pois os seus descendentes serão 
anormais
Sem o oxigênio do verde , isso é vil 
violação
O homem só pensa no maldito e sujo
 dinheiro
Esquece que tem olhos para apreciar uma
 flor
Sentir o cheiro do mar, ouvir murmúrios da
 dor
Da natureza morrendo pelas suas mãos de
ferro
Não deverá levar muito tempo haverá
 novidade
No lugar do coração do homem alojará um 
banco
Abarroado de dinheiro e ações pra gastar à 
vontade
Onde? natureza matou, água secou e morre ao
 vento


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Dor da alma


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Nenhuma dor física se compara a dor da alma, ela sufoca nosso peito, deixando em nós uma natureza morta, pois a beleza dela não seria necessária se não houvesse o homem e a mulher para se amarem e   à perpetuar seus descendentes na Terra. Foi aí que esse conto começou:
Acordei num hospital, todo amarrado com roupas brancas e acorrentado em uma gelada cama, comecei a gritar, quando de repente apareceram pessoas estranhas, seguraram em meu braço e, com uma dolorida picada comecei a me acalmar. Não sabia o que fazia naquele lugar, cheio de pessoas com as mesmas roupas brancas e conseguia baixinho ouvir os seus murmúrios. Não sei se dormi...
Deparei-me com uma praia paradisíaca. Era noite, as flores me sorriam, a lua querendo adormecer, disse-me um adeus tão fraco e eu? Sentei à beira da praia, via e ouvia as borbulhas das ondas do mar banharem meu rosto já enfraquecido sem saber do quê. Adormeci.
Acordei com os raios do alvorecer, lavei meu rosto nas alvas águas do mar, comecei a caminhar sozinho pelas areias fofas da praia que machucava meus pés, aí foi que percebi que estava descalço e com aquela terrível roupa branca. Sentei na areia para tentar lembrar alguma coisa, eis que numa fração de segundo uma linda jovem de cabelos cacheados da cor do sol, olhos da cor do oceano, trazia na mão uma taça com um líquido escuro dentro e me disse: rapaz, beba esse vinho, pois ele é o néctar do amor e sumiu, fiquei mais abestalhado ainda, pois aquele líquido escuro não tinha cheiro de vinho e sim de sangue e, foi aí que recordei de tudo que havia acontecido.Chorei copiosamente.
E chorando continuei meu caminho sem rumo até que encontrei uma fada que levou-me para tomar banho num riacho, passou uma essência extasiante em meu corpo e começamos a conversar, então ela me disse: não precisa contar nada, pois eu já sei o que aconteceu. Você, meu caro jovem querido, passeava com sua noiva, quando num ímpeto de loucura ela puxou seu rosto para beijá-lo, seu carro desgovernado bateu numa ponte, sua amada morreu afogada. Você não teve culpa, mas endoideceu, foi aí que você acordou num hospital de doentes mentais. Seus pais estão a procurá-lo por toda parte, pense no sofrimento deles também, não seja tão egoísta a ponto de entrar em um casulo e chorar. A fada desapareceu e ainda atordoado com o ocorrido comecei a correr pela praia desesperado à procura da minha noiva, Pensei: quem sabe eu a encontro nas grandes ondas do mar, regressou correndo e quando ia mergulhar uma mão me segurou, era minha mãe que ao abraçar-me desmaiou de emoção, mas logo recobrou os sentidos. Meu pai, meus parentes e todos os meus amigos fizeram uma roda comigo dentro e então, comecei a chorar, pois não sabia que havia tantas pessoas que me amavam e eu não querendo mais viver.
Foi nesse instante que senti a dor dos meus pais, irmãos e o desespero dos meus amigos que ficaram sem  rumo com o meu desaparecimento, eu era tão amado e não sabia. Chorei. Voltamos.

domingo, 29 de julho de 2012

A energia das Flores


flores

Um ser humano não consegue viver isolado, adoece e morre, isso acontece com todos os seres vivos como por exemplo as flores naturais que são alimentadas por elas mesmo, agora as cultivadas em jardins ou vasos precisam dos cuidados de seu dono que deve tratá-las com amor e muitas palavras de carinho.Quando se conversa e cuida bem das flores elas nos agradecem com sua energia potencial, parece que o impossível para nós se torna viável e, portanto não esqueçamos das lindas flores que enfeitam os corações apaixonados.
Agora eu faço uma pergunta, se tirarmos, mesmo com delicadeza o coração de uma linda jovem, ela morre, assim são as flores, se cortamos fazendo delas um lindo buquê, oferecendo a nossa amada, ela fica feliz, enquanto as flores vão perecendo aos poucos, perdem suas energias e quando mortas são jogadas em um lixo qualquer. Quanta crueldade! Elas nos dão o encantamento dos seus coloridos, o perfume que exalam, lembram paixões e o orvalho que escorregando delas parece o choro da morte.
Que bom é poder chegar em casa e antes de adentrá-la, ver o  brilho das flores no seu jardim, variadas flores que ficam até enciumadas, esperando com ansiedade qual será agraciada primeiro com o toque de suas mãos. Não...Nenhuma que seja, mesmo as menos brilhantes todas devem ser tratadas com equidade, para que não haja briga no seu jardim enfeitado de flores de todos os tipos e tamanhos. Sorriem, conversem, deixem que elas sintam o carinho da sua voz e a suavidade das suas mãos.
As flores nos amam tanto que quando adoecemos elas adoecem também, mesmo que outras pessoas as cuidem, elas sentem que não são suas mãos, seus perfumes e suas palavras de carinho.
Mas, para todos que amam a natureza, em especial as perfumadas flores e, tem em sua casa grande ou pequenina um lugarzinho para que possam viver e recompensá-los com bons fluídos, tenham certeza, que na sua morte, todas perecerão de tristeza, pois elas também tem sentimentos e nos amam mais do que os humanos, pois não nos enganam e nos são fiéis até a morte e ficam chorosas sem nenhuma razão de viver.


vasos naturais em lata-passo a passo

sábado, 28 de julho de 2012

A inveja destrói o invejoso




A inveja é um sentimento tão destrutivo, indigno de qualquer ser humano dotado de sabedoria e discernimento, que muitas vezes não conseguem alcançar seus próprios objetivos. É tão vil sentimento que obstrui qualquer ação do invejoso a se sobressair perante seus amigos e colegas de trabalho, mesmo que seja dotado de sutil inteligência, qualquer um percebe ser pessoa invejosa e não será de bem querência, por exemplo em seu trabalho, pois, atrairá fluidos ruins e a discórdia reinará nesse meio que deveria ser de cumplicidade, trabalho em grupo para o crescimento e prosperidade do seu patrão e outrossim, de todos que ali trabalham. Nesse ínterim, um chefe, conhecedor das fraquezas humanas irá, com certeza, separar o joio do trigo, para o bem, por exemplo d'uma firma.
Despedido, a inveja torna-se mais aguçante e ele se pergunta? Por que eu? Sou inteligente, esforçado e muitos ali, menos dotados do que eu permaneceram na firma. Viram? Não adianta ser inteligente, pois se ela for direcionada só aos caprichos dos invejosos, seu chefe corre o risco de perder o emprego e a firma falir, então que  o joio seja arrancado e jogado fora.
Um outro exemplo que acho de uma falta de polidez é quando uma pessoa encontra uma suposta amiga na rua e a convida para visitá-la. Coitada, ela não sabe que a amiga morre de inveja dela e ao chegar em sua casa, começa a vasculhar tudo, chegando ao desrespeito de entrar no seu quarto, sentar na sua cama, usar suas jóias, etc... Cuidado, num descuido  ela poderá roubar seu marido ou namorado.
Quem é invejado sofre a discriminação por ter qualidades melhores que a dos outros, do contrário não seria invejado, tem um bom emprego, um lindo namorado(a) ou marido(a), é bonito(a), tem sua própria casa e um carro do ano. É muito invejado(a) , não sabendo os invejosos que foram muitos noites mal dormidas para o estudo, para se especificar em alguma área e ter maior e o mais invejado dom: o dom de ser agraciado por  Deus, como recompensa do seu altruísmo e respeito ao seu irmão.
Nós somos o que queremos ser, se você quer ser um carrapato do seu chefe, vai lavar o tapete por onde ele passar e, se você for uma pessoa que tem comprometimento mútuo, com certeza, irá galgar sucesso e poderá conhecer e tratar com dignidade seus subordinados, mesmo sendo o chefe ou patrão saberá escolher quem fica ou é despedido da firma.
Tenho asco de pessoas invejosas, o tempo que elas perdem com esse mal sentimento, que só as destroem, por que elas não vão se especializar um pouco mais e terem uma atitude mais digna colaborando consigo mesma e retirando dos seus corações essa maldição que é a INVEJA?


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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Retalhos da vida


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Revirei meu corpo do avesso para conversar com minha alma, que fez de mim uma mulher forte, destemida e determinada a viver com intensidade todas as etapas da minha vida. Aqui me encontro só, sentada e comungando comigo mesma, procurando um atalho na minha alma para encontrar o lugar em que minha fé me levou a ter uma vida cheia de anseios e, devaneio: filhos cresceram, netos também e o meu grande amor que foi o único amor da minha vida resolveu me abandonar e, com suas grandes e brancas asas ficar a me esperar nos céus.
Era de uma família de classe média, mas gostava de ficar mais na fazenda, desde garota brincava de correr na relva molhada de orvalho, comer pêssegos e procurar a trilha que me levava a uma pequena cachoeira. Por que eu gostava de lá? Lá se encontrava Eduardo, um garoto mulato de olhos azuis que dizia pequenos poemas de amor que embebia minha alma. Já tínhamos uns nove anos e nadávamos nesta cachoeira borbulhante, a risos, com a inocência dos anjos, pegava em minhas mãos, mergulhávamos naquela água cristalina, sorrindo um para o outro.
O tempo foi passando e nós ainda não tínhamos percebidos. Um dia, nessa linda cachoeira com as roupas molhadas, parecia que ele me desnudou, pois minhas roupas colaram no corpo mostrando a silhueta de uma linda mulher, olhou para mim, seu rosto suava, não sabia se era de vergonha ou uma atração forte que acometeu em nossos corpos e nos beijamos. Saímos da cachoeira molhados e um calor forte estonteou nossos seres e, ali mesmo na relva concretizamos nossa paixão.
Chegamos, cada um se direcionou para sua casa e, minha mãe notou um brilho diferente em meu olhar e perguntou com toda delicadeza e amor que lhe era peculiar: minha filha, hoje você está mais linda de todos os outros dias, você está amando Eduardo? Ruborizei, então, contei a minha mãe o que havia ocorrido. Ela era uma mulher equilibrada e abraçou-me em seu peito e disse-me: minha filha, adoro Eduardo, é um jovem pobre, mas batalhador, você o ama de verdade? Sim, respondi: amo Eduardo desde pequenina, amo o ar que ele respira e é com ele que quero passar toda a minha vida.
Passado alguns dias, mamãe conversou com papai, que já gostava de Eduardo, não colocou nenhum empecilho no nosso namoro.
Passado uns três anos, já quase concluindo nossos estudos resolvemos nos casar, claro meus pais deram o maior apoio e o belo enlace aconteceu ali mesmo na capela da fazenda com uma bela festança e como presente de casamento uma viagem para Gramado, cidade que até hoje nunca mais esqueci. Fazia frio, a lareira acesa aquecia nossos corpos árduos de desejos.
Depois de um ano nasceu Gabriela, mais tarde Rui, que nos deram dois netos cada um, tivemos uma vida de trabalhos, Eduardo era administrador formado e delegava seus préstimos perfazendo um bom salário, não porque era genro do patrão e sim pela sua dedicação e capacidade, eu dava aulas para os filhos dos colonos. E o tempo passou muito depressa, nossos pais morreram e ficamos sós naquela imensa casa. 
Envelhecemos e estava percebendo que meu Eduardo não estava bem, ficou acamado até o dia que resolveu me abandonar para um plano melhor.
A minha vida valeu a pena ser vivida, hoje, só, sentada no nosso jardim sonho o dia poder encontrar meu amado e quem sabe reviver todo o nosso amor que nem a morte matou...


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Trejeitos de mulher sedutora


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 O mar, as estrelas, a brisa e as lindas flores
Se rendem a tamanha bela mulher sedução
Foste feita para enfeitiçar minha afogação
Quero desmanchar teus cabelos, afrouxares

Pegar-te no colo e arrastar-te até o mar violento
Sufocar-te de beijos à invejar estrelas à chorar
Acariciar o teu corpo inteiro até o lindo acalento
Não satisfeito submergir teu corpo suado no mar

Ao acordarmos no belo crepúsculo do amanhecer
Gritar aos fantasmas das enormes ondas do mar:
Estes teus trejeitos é  que me mata  fantástica mulher
Entrelaço-me em teu corpo à nossos corpos relaxar

 Sei se tu não irás me amar mulher dos alucinados sonhos
Não importa o quanto dure quero deleitar nos teus braços
Sugar todas as tuas energias de paixões e fazer-te dormir
À sonhares lindos sonhos e eu a velar-te até me arguir


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quarta-feira, 25 de julho de 2012

O beijo que não te dei...


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Esta fria e triste noite fico em devaneio
 arrependido
Do beijo ardente que muito querias não te
 deste
 Queria te esnobar e te judiar, só roçava teus 
lábios
Hoje mergulho em lágrimas o beijo que eu te 
negaste
Neste pedaço de papel escrito sinto teu
perfume
Duas rosas vermelhas juntas são teus lábios 
quentes
Que por minha estupidez, outro foi saciar tua
 fome
Fome que era minha e cansada venceu minha 
birra
Por todas as esquinas te vejo beijando sem
amor
 Meu peito parece estourar de desespero 
louco
Sei que brinquei, mas tu não quiseste me 
perdoar
Fico eu e tu à sofrer neste beija, perdoa ou
 beija
Numa linda manhã de primavera acordei
determinado
Ficarei a tua espera no meu jardim de amor e
 luxúria
Quando nos encontramos despetalei duas rosas no 
teu rosto
Abracei-te, beijei teus lábios vermelhos e
 enlouquecemos

segunda-feira, 23 de julho de 2012

"MÃOS"


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Mãos suáveis como as rosas
Mãos calejadas pelo trabalho bruto
Mãos chorosas ao abanar  adeus
Mãos felizes aos abanar até logo

Mãos que enxergam os desgraçados
Mãos que as seguram em suas mãos
Mãos que enxugam as nossas lágrimas
Mãos que acariciam as mãos dos pequeninos

Mãos que batem nas mãos dos indefesos
Mãos ferozes que matam sem piedade seu irmão
Mãos que esmolam um pedaço de pão
Mãos maldosas que só sabem dizer não

Mãos benditas que semeiam o bem
Mãos malditas que só sabem fazer o mal
Mãos que fizeram com espinhos a coroa de Jesus
Mãos que sem piedade a cravaram em Sua cabeça

Mãos que sorriam ao enfincar a espada no Seu coração
Mãos infelizes que com pregos pregaram Jesus na cruz
Mãos da mãe de Jesus enxugavam suas próprias lágrimas
Mãos que agora arrependidas clamam o perdão do Seu Pai



domingo, 22 de julho de 2012

Nesse arco - íris


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É nesse lindo espectro colorido
Que escondo os meus pecados
Minha luxúria fica no vermelho
A louca ganância no laranja

O amarelo fica na vaidade
A cruel soberba atrás do verde
A querência riqueza no azul
Afogo minha raiva no anil

Mas é na violeta que arrependo
De todos esses sete pecados
O coração amolece pulsando
Triste vida vil d'um vagabundo!

O calor aquece o corpo e a alma
Sim, ainda há tempo para amar
Apreciar muitas gotículas d'água
Para no sol surgir beleza à balsamar 


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sábado, 21 de julho de 2012

Sobre meninos, homens, mulheres, vadias...




Um moleque não se apaixona por uma mulher, mas sim pelo seu corpo, seu rosto.Adora as tais das “piriguetes” (meras vadias). Agora, nós, homens, claro que nos apaixonamos também pela beleza do corpo dela, pela beleza do seu rosto, do seu cabelo... Mas realmente nos apaixonamos pelo seu belo sorriso, um sorriso que nos emociona. Percebemos que é um espetáculo esse sorriso e que, mesmo que ele dure apenas dois segundos, acaba fazendo com que nossa alma viaje o mundo todo ao lado da dona desse sorriso... Veja: É um sorriso que sem querer emana um perfume que nos deixa loucos, um perfume que nos faz imaginar uma voz inebriante, uma voz que até na bronca é deliciosamente apaixonante... Esse sorriso nos faz imaginar como seria o toque da sua mão em nosso corpo, como seria deitar tendo ela nos braços e, principalmente, sentindo que ela sente nos nossos braços toda a segurança que ela precisa pra vida... Ah, e como seria espetacular acordar todo santo dia e a primeira visão que Deus nos permite é ela, seu corpo, seu rosto, seu cabelo, sentir sua respiração, seu coração, acordá-la e ela nos responder com seu abraço, seu sorriso... Resumindo: Rezo para que Deus me dê seu sorriso como a força para começar meu dia!

Post do meu filho Cristovam Ramos Neto

http://www.karamazavi.blogpot.com.br

Resiliências



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É acreditar que você é capaz de concretizar os seus sonhos
É correr atrás dos seus objetivos sabendo das suas potencialidades
É se aperfeiçoar para ter uma vida com dignidade e realizações
É não desanimar na primeira pedra que tropeçar, pois muitas virão
É ajudar seu irmão nas horas difíceis, pois a bondade alegra o coração
É que sendo bom, você atrairá para sua pessoa fluidos bons inimagináveis
É olhar de frente para vida e gritar bem alto e em bom tom: você me pertence
É caminhar uma trilha cheia de atalhos e ao chegar numa encruzilhada, pensar...
É querer seguir o caminho que o leva à vitórias sem precisar machucar os outros
É não magoar as pessoas que o ama, pois elas só querem brindar suas vitórias
É quando já realizado sair à procura de um amor para enfeitar sua vida com paixões
É andar de mãos dadas com sua amada e filhos, certo que sua missão está caminhando...
É querer ter saúde e uma alma com compreensão para ver as vitórias dos seus filhos
É já quando velhinho descansar num lindo banco encantado, cheios de flores, sentar nele...
É saber que logo sua amada companheira, já velhinha, virá lhe fazer companhia e recordar
É que abraçado a ela agradecer a Deus a paciência que ela teve para hoje poder beijá-la e dizer: como nosso amor é lindo e como a amo!

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Meu melhor amigo


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Tu foste o meu tesouro e melhor amigo
Acolheste-me em teu peito e me amaste
Me chamavas de meu lindo tesouro
Que te retribuo com triste saudade

Era peralta, briguenta e me defendias
Para ti eu nunca estava errada
Fez a minha infância uma fantasia
Por que não dizer um conto de fadas

O tempo passou tua criança cresceste
Bateu asas para longe e choraste...
Precisava andar com meus próprios pés
Consegui nesse mundo muitas realizações

Agora preciso me despedir de ti, meu amigo
Não quero atrapalhar o teu lindo sono
Aí de cima tu irás um dia me encontrar, ai...
Para poder te dizer com amor: te amo pai

O que tu mais gostavas...


Teu jardim de rosas vermelhas
Que pereceu na tua ausência

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terça-feira, 17 de julho de 2012

Antes que a paixão acabe


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Descobri a paixão era jovem garota
Que sentimento... Era pura loucura
Dois corpos em erupções frequentes
Formando um rio de lavas incandescentes

Pena que a paixão é como a lava a escorrer
 Se amorna aos poucos e outras quer conhecer
Em meio a tropeços à querer diferentes paixões
Até acharmos a alguém que se ama com ilusões

A união é como um um lindo sonho, o casamento
Deixa os dois ávidos por muitas paixões eternas
 Jovem amadurece se torna mãe e perde o momento
As loucas paixões vão se esvaindo, só filhos apenas

Mulher paixão antes vaidosa se torna mulher dever
Cabelos desleixados, afazeres à cumprir e se esquece
 O fruto da paixão nasceu, agora ela não mais a apetece?
Acorda mulher! Paixão e amor se unem num só viver...

sábado, 14 de julho de 2012

Declaração de amor


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Pare, feche os olhos e pense na dor
Sinto saudades tuas, foste viajar longe
Vou fazer-te uma declaração de amor
Antes vou entrar no teu corpo de frente

Olhe em meus olhos saudosos que brilham
As lágrimas tão azuladas que se debulham
Num rio de lágrimas, mas conseguirei falar
Amo-te meu amor, a distância vem me abalar

Não há um minuto que eu me esqueça de ti
A casa está vazia, plantas morrem tua ausência
 Só em tuas mãos ficavam viçosas, não tem essência
Do teu corpo a me abraçar e selar um beijo aqui

Na escuridão do quarto, procuro um raio de luz
Assustada fico com o relâmpago, faço sinal da cruz
A porta se abre sorrateira e numa fração de segundo
Voltaste sem avisar: parabéns amor: é teu aniversário


Carlos Drummond de Andrade


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Numa vida de romantismo e inúmeras emoções
Teus poemas, versos e crônicas nos levam ao além
Iremos buscar-te, à trazer teus sonhos de ilusões
Para bebermos tua vida , teus poemas também

Teus livros muito lidos nos sufocam de saudade
Pois deverias ser imortal e não matar nossos sonhos
Numa praia linda e deserta, poucos te veem, Andrade
Ah! Quanta maldade, meu poeta, eles são medonhos

Faço minhas refeições engasgando-me nos teus versos
Cada estrofe, coração partido em várias desilusões
Mas também sorrisos de alegrias e amores dispersos
Voando teus livros em massa, aliviando emoções

É noite e só o pôr do sol chora e te faz companhia
Não poetisa, não sente, não chora, vives nos corações
Dos poetas que virão e tu, viverás em nossa sabedoria
Teus livros, com certeza, guardarei num canto de paixões


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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Nosso ninho


Boa noite- 715

Desde criança quis morar na copa d'uma árvore
Deixei logo de ser criança, outras ilusões procurei
Mas algo dentro de mim aflorava como uma saudade
Do tempo d'um sonho infantil, e não olvidava a árvore

Já mais jovem, em férias, fui procurar o sonho perdido
Caminhei a esmo, à noite, numa praia vazia, a brisa gelada
O vago silêncio sufocava meu peito, a lua estava se pondo
Não via estrelas no céu, anunciava a presença da chuva

Começou a chover, chuva miúda a molhar meu corpo
Era lua cheia e podia-se ver nuvens a caminhar no céu
Chuva começou a ficar forte, um rápido vento veio gelado
Caí na areia, molhando minha alma, uma mão me ergueu

Fiquei atordoado ao ver tamanha beleza numa só mulher
Sua mão era tão quente que a fornalha embebeu todo meu ser
Ao levantar-me meio atordoado, vi umas árvores belíssimas
Com suas mãos, ergueu meu rosto e vi um ninho de almas

O perfume natural dessa mulher me estonteou, desmaiei
Ao acordar, ela com seu sorriso malandro quis me beber todo
Dois corpos que se fundiram em um só, depois eu adormeci
Acordei, ela não estava, desci a árvore, procurei-a como doido

Já cansado de procurar a única mulher dos meus lindos sonhos
Adormeci na areia, acordei cansado,a praia deserta sem ela
Algo me acordou, assustei era algo batendo nos meus ombros
Levanta: ela não é terrena, morreu afogada na praia serena


quarta-feira, 11 de julho de 2012

O refúgio da alma



Minha vida precisa urgente descansar
Sonhar o tempo que não foi vivido
Os amores que deixaram de vingar
Refugio-me só num vazio bandido

Caminho... o dia chora meu sofrer
A solidão do atalho embala minha dor
Que fiz eu da minha vida? vida por viver?
Ao meu amor eu não soube dar valor

Fiquei só... ele bateu asas e voou
Agora que o tempo escorregou a vida
O tudo que tenho não vale mais nada
Sem o calor dos seus beijos, a brisa levou

Que estou a fazer nesse atalho do verde?
Um verde morto, tal é hoje minha vida
As flores surgiram lindas, hoje perdem
O brilho das madrugadas frias e cálidas

Meus filhos, onde estão? Não nasceram
Pela minha ganância de não querer dividir
Dividir o que? Só me restam dentes a ringir
Dinheiro escoou pelos ralos, ratazanas roeram

Não tenho nem direito ao um qualquer refúgio
Pois não intimidei a Deus, nem a bebida e fracasso
Hoje sou pior que um espectro num compasso
Olhando para dentro de mim só sobrou naufrágio

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Mas numa  forte e fria mão me agarrei 
Era Sua mão, Meu amigo, único que conquistei
Numa vida atribulada de loucuras e sem amor
Era a delicada mão do Meu Senhor






segunda-feira, 9 de julho de 2012

A deusa solitária


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Sou a bela deusa nascida do vento
Deixada na nascente d'água cristalina
Cresci bela e encanto meu aposento
Com flores, borboletas. Sou Carolina

Carolina que saiu do seu aposento
Apaixonou-se pelo príncipe Tadeu
Tadeu não sabe nadar e fica no castelo
Levou-me a cavalo e moldou meu viver

Todo o alvorecer visito meu aposento
Foi aqui onde a água emergiu e me criou
 Flores encantam ao chegar com meu canto
Olho pelas águas que sempre me estonteou

No fundo das águas mornas e transparentes
Posso conversar com meus inúmeros amigos
Algas, peixes, ostras, caranguejos contentes
Mergulhando à nadar juntos, felizes, tranquilos

Está chegando o crepúsculo do entardecer
Meu lindo rei espera-me no castelo saudoso
Uma banheira quente com bolhas à embeber
Aroma das flores a nos banhar com amor único

À noite completamos nosso amor com um passeio
Levo-o agarradinho para dar uma olhadela no rio
Meu príncipe se encanta tamanha beleza natural
Agarra-me no colo leva-me para uma paixão total


domingo, 8 de julho de 2012

Nego-me amá-lo



Acordo, meu eu leva-me ao mar
A lua já está no bem alto do céu
Não sei onde estou, fico a vagar
 Meu belo corpo ereto fica ao léu

Olhos meigos e fixos a qualquer lugar
A bela lua entristecida bebe meu querer
Que com pena de mim fica a choramingar
Sonhos tristes a me consumir sem saber

Vazio manuseia a essência da harmonia
Ouço batidas do coração em sofreguidão
Corpo gelando e uma profunda agonia
Solidão, minha companhia: a escuridão

Lágrimas jorram à azular as águas
Ficam mornas por não poder amar
Esse amor tenho que  embalsamar 
Não me pertence e apago as fráguas

UM DIA QUEM SABE VOU
PODER AMÁ-LO




sexta-feira, 6 de julho de 2012

Bolhas de sabão


Lamoart

Como é bom ser uma inocente criança
Correr entre lindos campos verdinhos
Tentar pegar e estourar bolhas de sabão
Só para sentir os respingos d'água no rosto

Mas as bolhas eram muitas, tropeçava e caia
Rolava a sorrir num tapete da verde natureza
Não tinha nenhum irmãozinho para brincar
Comecei então a plantar flores em vasinhos

Claro eram flores de todas as cores e tipos
Que troquei meus vasinhos por coloridas latinhas
Fiz então do meu campo verdinho bem colorido
De margaridas, papoulas, alecrim, orquídeas...

Assim fui formando um lindo jardim perto da casa
Acordava toda manhã, a primeira coisa que fazia:
Correr até o meu jardim, dar bom dia e sorri  muito
Meu amor pelas plantas tomou conta do meu ser

Fui crescendo com a beleza do meu lindo jardim
Hoje mostro a todos vocês como ficou meu canto
Enfeitado de flores da cor da minha louca paixão
Paixão que aflorou pelo encanto das flores naturais

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QUE TODOS OS MEUS LEITORES TENHAM UM 
BOM FINAL DE SEMANA
FLORES PARA TODOS


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LUA SINGULAR AGRADECE
AS VISITAS


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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Lamentos no canavial


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Vivo numa cidade rodeada de canaviais por todos os lados, onde trabalham nordestinos remunerados, trabalho este que na época da escravidão eram feitos pelos infelizes escravos, agora pergunto: por que a fome e falta d'água  no sertão se assemelha a escravidão? Lá parece um deserto sem areia e oásis e nem a chuva cai dos céus.Parece até maldição, pois foi perto dali que começou o tráfico dos negros advindos da África, vendidos pelos seus próprios irmãos como cavalos de raça. É, mas perto do sertão adormece um grande rio, mais conhecido por "velho Chico" que seria uma solução.
José Bonifácio de Andrada e Silva ficou conhecido nas histórias que podiam  ser contadas nas escolas, como o patriarca da independência e tutor de D.Pedro II, mas ele não foi só isso, mas o que algumas pessoas não sabem é que ele foi o autor de vários escritos, planos de tornar a vida dos escravos mais humanas, só que esses belos escritos ficaram sucumbidos e amarelados pelo tempo e, talvez, não sei, por medo de ser exilado do Brasil, guardou-os só para si e, se esses escritos fossem concretizados, até eu gostaria de ser uma linda escrava...Tenho medo de passar perto dos canaviais, pois ouço os lamentos dessa maldição que assolou o Brasil, quase que semelhante as atrocidades de Hitler, ser asqueroso que somos obrigados a estudar na história do mundo.
Muitas vezes, aos domingos pego o carro e saio pelas ruas da cidade e, com uma vontade imensa de visitar meus novos e antigos amigos que moram em sítios e fazendas, mas tenho medo de passar entre trilhas cercadas por canaviais e, a qualquer barulho, meu coração acelera por medo e tristeza, quando penso que há muitos anos, escravos que envelheciam aos trinta e cinco anos, pereciam de fome, de sede, trabalhos desumanos e castigos dados por capataz e muitos desses infelizes tiveram suas vidas ceifadas por um regime burocrático e autoritário e muito poucos tinham medo de se rebelar e eu, particularmente dou "vivas" à Zumbi dos Palmares, que morreu como herói, tentando inutilmente acabar com a escravidão e, muitas escolas tem o tabu de dar esses conhecimentos para seus alunos, os meus não só conheceram as histórias verdadeiras como passava filme sobre os Quilombos do Palmares para terem ciência de todas as Histórias verdadeiras contada à eles na sua íntegra. Por que escondê-las? Essa é uma das muitas vergonhas que todos têm que saber.
Por que no lugar da cana não se plantam alimentos e fertilizam essa terras pobres em nutrientes que só servem para o plantio da cana? Não, isso não interessa ao Brasil, pois é o álcool, combustível  farto no Brasil que move a economia de um país que cresceu às custas das mesas vazias, da falta de uma educação de qualidade, dos baixos salários, da fome dos menos favorecidos. Será que nosso alimento num futuro não distante será só a cana de açúcar que antes eram plantadas umas moitas no quintais das casa para alimentarem os burros e as éguas para o trabalho com a carroça? Nem quero viver se isso acontecer, ou então os alimentos serão tão caros que poucos poderão comprá-los,advindo simultaneamente a morte pela fome e sempre digo essa frase ao meu marido " Vai ser uma guerra de foice no escuro"...
Hoje, temos mais carros circulando na cidade do que pessoas trabalhando, mas como isso é possível? É a vontade de ter e não poder, depois vem os financiamentos,nomes sujos e por fim só sobram as bicicletas.
A cidade está muda, ouve-se o triste chilrear dos pássaros que perderam seus espaços e hoje nos fazem companhia e os jovens depois de formados batem asas e voam para outras cidades, ficando aqui só os velhos, vivendo de uma mísera aposentadoria que não dá para o seus mínimos sustentos ( Uma outra vergonha nacional).
Votando ao tópico deste, pergunto: por que não se leva água para o sertão? Talvez a falta de vontade política, enquanto os pobres nordestinos quase morrem de fome e de sede, a cúpula ganha rios em dinheiro e ainda debocham do povo sofrido, como se eles fossem vermes nojentos, talvez pensam que serão eternos.
Passam presidentes e mais presidentes e para eles o mais interessante é viajarem à negócios para outros países para dividirem reservas e serem conhecidos pelo mundo e o nosso Brasil se afundando cada dia mais...e, se esquecem que é tão fácil levar água para o sertão, mas esse investimento não traz votos, pois a maioria deles são analfabetos e graças a Deus parece que o voto cabresto acabou.
Portanto, meus queridos leitores, os homens só serão livres na sua plenitude quando uma peste devassadora assolar toda a raça humana, tenho pena das plantas e dos animais; sobrando só os lamentos dos mortos, e tudo isso poderia ser diferente e só não o será pela ganância e crueldade do ser humano.