sábado, 31 de janeiro de 2015

Saudades dos teus beijos( ficção)




Saudades dos teus beijos no nosso jardim, eles tinham o sabor de alecrim, teu cheiro impregnou-o todo e, meu fraco coração chora o gosto na boca dos beijos apaixonados.
Não sei o porquê, com tantos rapazes a me querer eu fui me apaixonar justo por você, homem ingrato que sorri a minha dor.
Tento conversar comigo mesma: será que valeu a pena esse amor que está me definhando dia após dia? Nisso passa um garoto e condoído com minha tristeza diz: moça, não chore, me dê um pedaço de pão? Eu imediatamente saio do meu devaneio olho o garoto e digo: sai garoto...não está vendo que estou chorando de amor?
Como ele persistia em ficar, levantei a cabeça e ia deferi-lhe uns tapas quando o garoto virou um lindo príncipe. Eu fiquei deslumbrada, esquecendo, nesse momento a saudade dos beijos do meu amor e me apaixonei pelo príncipe e, quando fui me levantar percebi que estava grudada no chão e assento, então comecei a chorar.
O príncipe olhou para mim e disse: você será para sempre uma linda estátua de fonte de águas cristalinas.
Esse será o seu castigo...

Lua Singular

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Crônica: A cidade muda



Há vinte anos saí da minha pequena cidade para tentar uma vida melhor numa metrópole. Deixei para trás meus pais e quatro irmãos. No começo ainda escrevia cartas, depois o tempo e a ganância tomou conta de mim e perdi o endereço. Minha mãe era analfabeta e eram os vizinhos quem liam minhas cartas. Ela ficava toda feliz e ansiosa por saber que um dia prometi vir buscá-los para viverem uma vida mais digna.
O tempo passou, fiquei rico, muito trabalho e me esqueci completamente minhas raízes. Aí,chorei de remorso e resolvi voltar a minha pequena cidade onde enterrei na minha prepotência minha família que só queria nos ver juntos.
Uma dor forte "bateu" no meu coração e o remorso corroía meus sonhos, era raro o dia que conseguia dormir, precisava, então de drogas para relaxar.
Um dia resolvi voltar à minha cidadezinha e, com meu motorista dirigindo meu carrão fui visitar minha família. Foram horas de viagem até que chegamos e na entrada da cidade vimos uma placa muito grande e nela escrita: cidade muda. Fiquei intrigado, pois esse não era o nome da minha cidadezinha, mas adentramos a ela. Meus olhos caíam lágrimas quentes e um nó ardia minha garganta: na cidade não morava ninguém, houve uma praga e muitos morreram e outros fugiram.
Sabia onde ficava a minha antiga casa, quando cheguei lá estremeci, o barraco estava quase todo no chão...Ah! Como chorei.
Fui um filho ingrato e hoje sofro a dor da saudade da minha família que coloquei em segundo plano, o dinheiro me cegou.
Quando estava já de partida, pois na cidade não havia ninguém, alguém gritou meu nome: Lucas, Lucas...O motorista parou o carro e vi um jovem semelhante a minha imagem.
Quis descer do carro, sabia que era meu irmão e ele não deixou: pegamos uma doença contagiosa e só eu fiquei e estou morrendo aqui, perdendo a cada dia pedaços dos meus sonhos, mas eu consegui ser pintor e vou lhe entregar o quadro que pintei da nossa mãe, pegue o quadro  com uma luva e depois o leve para desinfetar...Siga em frente, não olhe pra trás e a primeira casa toda arrebentada era a nossa casa, pegue o quadro para nunca esquecer que teve uma família que o amou mesmo estando ausente e sem notícias.
Adentrei a casa peguei o quadro que estava pendurado na parede e parti aos prantos...
O dinheiro traz luxo, mas hoje não consegue trazer de volta minha família que me amou e eu vou me encontrar com ela de um modo terrível: o remorso. 
Como era linda e sofrível minha mãezinha....

Johannes Verneer

Lua Singular

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Por que?



Por que não posso fazer o que gosto? Já paguei sem merecer sendo exposta como se fosse uma criminosa e isso me acarretou uma séria doença.
Ninguém tem o direito de tirar meus sonhos, portanto, levando em conta a vários pedidos estou de volta; não com a mesma assiduidade de antes, mas esporadicamente vou lavar minha alma com os meus escritos.( Não irei deixar meus sonhos morrerem no ar).

A dor

A dor é um sentimento que dilacera a alma, ela pega em pessoas muitas vezes injustiçadas que mesmo tentando mostrar a verdade vêm com espadas nas mãos tentando espetar nosso coração já magoado por muitos "amigos" que nos veem como escárnios, mas eu não esqueço nenhuma palavra doída que me proferiram, elas estão muito bem guardadas, não se preocupem: Deus é o juiz, mas tenho dó da "hora" deles. Temos que dar conta dos nossos atos.
A esperança brotou no meu coração e consigo sonhar com a brisa, o pôr do sol, o alvorecer e os poucos amigos que me deram as mãos: obrigada.

 Lua Singular

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

AVISO



Domingo próximo vou excluir os blogs:

Os dois blogs já estão excluídos

Mundo dos Inocentes
Soneto de emoções

O blog Lua Singular jamais vou excluir, pois tem 1436 postagens
bem diversificadas e fiquem a vontade para copiar
o que quiserem sem precisar me dar créditos
pois no meu caixão não terá espaço para eles.
Não comentem mais pois não irei responder
Estou no facebook e tenho e-mail para alguns
Obrigada pela atenção
Um ótimo ano a todos vocês

Dorli