sábado, 28 de fevereiro de 2015

Eu sou a tua sombra



Onde tu estiveres
Lá eu estarei
Pois sou a tua sombra
Que te encaminhas
Que te protege

Onde tu estiveres
Lá eu estarei
Pois sou a tua luz
Que guia teu caminho
Que te conduz

Onde tu estiveres
Lá eu estarei
Pois sou teu guia
Para tu achares o caminho
Do nosso amor

E juntos iremos caminhar
Uma estrada de luz
Que serás sempre feliz
Ao meu lado, amor.


Lua Singular

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O cheiro ficou




É
Abandonada
Dorme na relva
Cheiro molhado
Saudade

             O sonho acabou
             Esperança findou
             Chora as lágrimas
             Solidão chegou

É
Não pensou no fim
Traiu sem dó
Com suas lágrimas
Molha a relva

               Agora chora só
               Beleza murchará
               Só ficará
               O cheiro do amor
                 

Lua Singular 
           

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Vamos sonhar? Miniconto.



Hoje eu estou cansada, quero sonhar acordada e com os olhos fechados num sofá bem confortável sem ninguém por perto para me acordar. Sou uma linda fada menina de cabelos doirados e quero voar esse reino encantado até me exaurir.
Vou conversar com as borboletas, com as flores e as plantas desse reino florido e descalça sentir a brisa gelada da grama nos meus pés nus.
Depois de voar e cantar em todo o reino, quero acordar e ver um mundo mudado, ninguém sofrendo e nem chorando a dor da fome.
Como é bom sonhar!


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Saudades da minha mãe




Sou tão pequenina
Mas dói meu coraçãozinho
De saudades da mamãe
Não a conheci
Morreu quando nasci
Às vezes me sinto culpada
Do seu infortúnio
Mas papai me consola
Que cada um tem seu tempo
Pedi então a papai:
Quero ter um irmãozinho
Ele foi ao orfanato
Adotou um lindo menino
E disse-me chorando:
Filha: eu nunca me casarei
Pois, sua mãe era meu tesouro
Que aqui na Terra
Nunca irei encontrar

Lua Singular

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

É perdoando que se é perdoado





Deus...
Me perdoe
Pelas vezes que o irritei
Com o meu fracasso

Deus...
Me perdoe
Pelas vezes que esbravejei
Seu nome santo em vão

Filha...
Eu a perdoo pela sua ira
Faltou-lhe paciência
Para ter o seu sucesso

Filha...
Eu a perdoo
Por encolerizar-se
Dos  seus difíceis problemas


Lua Singular

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Amor inesquecível


Mas eu nunca terei esse abraço
Assim como a água corre para o rio
Que escorrega numa bela cascata
Lá embaixo o mundo nos separa

Faz tempo da nossa caminhada...
Que se perdeu pela minha petulância
Hoje não adianta chorar a sua falta
Está no céu rodeado d'uma estrela

Assim é a vida dos sonhos de juventude
Com o amor presente, depois esnoba
Alguém que brinquei, hoje há saudade

A vida é feita de momentos e tropeços
Não vivi esse belo amor, agora reclamo
As dores e a falta do seu gostoso abraço

Lua Singular

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Amor, escusa-me...



Meu amor, escusa-me...
Das vezes que me calei
Esquecia de ti e titubeei
Doando o meu azedume

Meu amor, me desculpa
As belas palavras de amor
Que não falei: clemência 
Nunca te dei o devido valor

Hoje, arrependida...
Venho pedir o teu perdão
Amor cansado, alma moída

Amor, atitudes tem retrocesso
Teu castigo: dizer em excesso:
" I love you "

Lua Singular

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Beija-me amor


 kiss anime

Beija-me amor com suavidade
Encanta-me com os teus dengos
A brisa gelada bate nossos corpos
Aperta-me e me aqueça sempre

Hoje estamos juntos e amanhã?
A vida é curta,  vamos aproveitar
A felicidade é única, não é vilã
Aqueça meu sangue sem miudar

Agora a brisa vem nos enfeitar
N'outro a dor pode nos ceifar
Amanhã todo amor renascerá

E nesse vaivém de brisas e beijos
À noite a lua virá nos brindar
E a chuva miúda cá virá reinar

Lua Singular

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Pedi licença à lua




A Deusa Lua dos céus
Pediu licença à lua
Para beijá-la nua
Pois cobiçou seus véus

Por que não Deusa lua
Sua beleza não aprisiona
Enquanto submerge o mar
A levanto e vamos zarpar

A Deusa lua feliz da vida
Sorridente mergulhou...
Trouxe pra lua uma concha

A pérola a lua ofuscou
É meu beijo lua que lhe dou
Guarde-o no canto da sua beleza

Lua Singular

Anseios



Anseio um amor
Que me faça mulher feliz
Que seja carinhoso
Que me ame

Anseio um sonho
Que me faça mulher mãe
Que filhos sejam perfeitos
Que me respeitem

Anseio uma realidade
Que não haja muito choros
Que os sorrisos permeiem
Que nos aguentem

Anseio uma velhice
Que amor seja bem sereno
Que netos nos abracem
Que sorrisos aflorem

Lua Singular

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Como dizer adeus




Eu sei, é muito difícil
Ter que sair a pé pensando
Nem a solidão não será fácil
Volto só, a janela abro

Pássaros não estão cantando
Sapos ao som baixo coaxando
Meu cãozinho não quer rosnar
Casa vazia, seu cheiro no ar

Sei que do céu chora muito
As gotas d'águas são lágrimas
Que insistem molhar meu peito
Que dói as emoções ácidas

Mas um dia tudo irá passar
Nesse dia vou lhe encontrar feliz
Voar os céus beijar teus olhos azuis
E com minha alma pura amor cantar

Lua Singular

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Recomeçar











Depois de uma vida cheia de erros e tropeços, hoje resolvi recomeçar, me dar uma chance de ser feliz como em tempos de outrora. Estou voltando à casa dos meus pais.
Temerosa por não saber como serei recebida, pelo caminho pegando carona ou a pé meus olhos jorravam lágrimas de arrependimento, as quais iam se misturando com as chuvas que caíam e bebi delas, tamanha era a sede de chegar logo de onde nunca deveria ter saído.
Finalmente cheguei numa pequenina cidade, todos me reconheceram, mas ninguém tinha coragem de falar comigo e, quando cheguei perto da minha casa ela estava toda queimada e, desesperada fui saber o que havia acontecido: ninguém tinha coragem de falar, até que um senhor já meio velho, criou coragem e contou aquele dia fatídico que matou minha família inteira: A casa pegou fogo à noite e como a casa era de tábua, o fogo não teve dó, queimou tudo que via pela frente. Ninguém conseguiu sair vivo.
Sentou perto dos escombros, ainda meio quentes, pois o ocorrido havia duas semanas e chorou sua vida de tropeços e agora que resolvera voltar, tudo havia ruído por terra. Ficou ali sentada até a chegada do pôr do sol, quando de repente ouviu uns passos. Olhou assustada, e um jovem meio maduro perguntou se lembrava dele. Ela balançou a cabeça negativamente e continuou a chorar.
Joice, eu sou aquele jovem que morria de amores por você e chorava com a cabeça debaixo do travesseiro, pois você me esnobava e me chamava de caipira e é esse caipira que está estendendo sua mão para recomeçar sua vida. Levantou e ela titubeou, pela fraqueza, ele amparou-a nos ombros e seguiram para sua pequena casa.
Uma casinha simples, mas agora perfumada pela chegada de Joice, levou-a até o banheiro, entregou-lhe uma toalha limpa e a esperou na cozinha. Demorou um tempo lá.
Enquanto isso Pedro preparou uma sopinha bem quentinha para ela.
De repente a porta do banheiro se abre e aparece Joice, linda após um gostoso banho, chegou perto de Pedro o abraçou e agradeceu. Tomaram a sopa.
Depois do jantar Pedro sentou num cantinho do sofá e pediu que ela deitasse e colocasse sua cabeça no seu colo e pensava: como ainda era bonita...começou a acariciar seu rosto e rapidamente ela adormeceu. Arrumou um travesseiro, a cobriu e a deixou dormir ali mesmo.
Pedro não se casara, pois no seu íntimo sabia que Joice um dia voltaria e ficaria com ele e foi o que aconteceu.
A vida tem recomeço.

Lua Singular

AMO DEMAIS



O ar que é nossa vida
Sol que nos acalenta
Chuva que refresca
Noite escura, sonha

Eles na vida dão abrigo 
Amo o puro oxigênio
Tal o ar que respiro
Amo o calor e o frio

Rios que refrescam o ar
Faz o fino chuvisco cair
Não deixa a pele ressequir
Debaixo da árvore vou dormir

Árvores, as bem altas
Ou carregadas de frutas
Nos dão tantas belezas
Pena nossas vidas curtas


Lua Singular

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Leveza das borboletas coloridas


  

Vivendo nos escombros de uma cidade com castelos cheios de vozes e suspiros e saturada da solidão, pois aqui só eu restei d'um terremoto de fantasmas horrendos pela briga de sete irmãos que se diziam donos dessa horrível cidade escura, tal suas almas vagantes por um mundo sem fim de estrada...Adormeci...
Alimento-me de um fiozinho de água que escorre embaixo de um único pessegueiro que ali insistia em me fazer companhia e quando chovia me abraçava com seus galhos e me apertava gostoso quando o vento passava por nós e uivava carregando com ele restos de esperanças.
Vários dias se passaram e, de repente a terra começou a tremer e eu corri em disparada junto ao pessegueiro, foi nesse instante em que meu coração sangrou de dor ao ver o pessegueiro caído, quase morto. Comecei, então, a chorar...
Não chore minha princesinha, logo uns anjos em forma de borboletas coloridas virão buscá-la para levá-la a um lindo reino, nesse seu reino que tentaram roubá-lo eu era seu guardião, ficava com você aqui para protegê-la contra as intempéries da vida e, hoje o bem sobrepôs o mau e num piscar de olhos estará reinando num lindo e perfumado Castelo casando com o seu amor, o rei.
Querida, só uma coisa lhe peço, leve uma mudinha de mim para plantar no seu jardim junto ao lindo e florido córrego e quando sentir saudades vá me visitar.
A festa foi pomposa, mas ela na sua simplicidade, levou a mudinha e plantou. Todos os dias ia lá e o pequeno pessegueiro nada falava.
Os reis tiveram que viajar para outro reino e demoraram três meses para voltar e, ao chegar a rainha rapidamente saiu correndo para ver seu pessegueiro e qual não foi sua surpresa quando o viu forte, lindo e altivo. Abraçou-me com carinho.
Minha rainha, está cada vez mais linda e bondosa...Muitos lindos filhos desejo a você.
Todos os dias, o pessegueiro recebia a visita da rainha e posteriormente dos seus filhos, mas como tudo tem um fim o pessegueiro morreu e a rainha plantou outra mudinha.

Lua Singular

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Carnaval- A máscara oculta


Numa festa de carnaval tudo pode acontecer. Tem aquele que se esconde atrás de uma máscara para ninguém reconhecer: grita, canta pula igual índio, mas ninguém sabe o por quê.
Onde era para ser uma linda festa, na maioria dos bailes virou um antro de prostituição descancarada e drogas correndo a solta.
Isso ninguém vê, pune. Acha tudo normal. Não se perdeu no tempo o significado do carnaval, só trocaram o nome que antes era deleite dos prazeres.
Quando era jovenzinha fui a um salão de carnaval em São Paulo, eu queria só brincar com meus dezesseis anos, mas sempre acompanhada com uma leva de parentes. Para mim era uma brincadeira de quem cantava e gritava mais. Quanta inocência!
Depois de nove meses quantas crianças nasciam, mas hoje está pior. Que pena! Uma festa tão linda que hoje vem com uma "aliada" para nos envergonhar.
Nada contra! Gosto não se discute.
Bom carnaval.

Lua Singular

Não vendo poesias, doo sonhos



Cansada de vender poesia em livros colocados no meu pequeno brechó, resolvi passar o negócio para frente e com uma mala cheia saí a esmo doando lindos sonhos.
Para cada transeunte escrevia um sonho e como recompensa ganhava cada dia mais inspirações a olhar aqueles rostos tristes e, numa folha de papel escrevia um belo sonho que possivelmente aconteceria se a pessoa acreditasse nele.
Assim fui vagando o mundo, conhecendo muitas pessoas sofridas e a elas doava um sonho, não era um sonho qualquer e sim de força, garra e fé. Continuava caminhando. 
Depois de um ano resolvi voltar perfazendo o mesmo itinerário da ida e, qual não foi a minha surpresa, pois na casa de cada um que doei um sonho ele se concretizou e foram muitas alegrias.
Sou filha abastada de um rico industrial e não via graça naquele jeito de viver cheio de "etiquetas", foi por isso saí doando sonhos e como fiz muita gente feliz, resolvi escrever um livro de sonhos e doar a quem precisasse de um pequeno objetivo para viver feliz.
NÃO HÁ DINHEIRO NO MUNDO QUE PAGUE O SORRISO COMO RECOMPENSA DOS NOSSOS ATOS.


Lua Singular

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Ó linda estrela



Tu és uma linda estrela
Que ao brilhar no céu
Clareia meu coração
Nas noites quentes de verão
No inverno sinto frio
Queria aquecer-me a ti
Como isso é impossível
Sonho e me enrolo contigo
Acordo estremecido
Pois na areia vi um clarão
Pensei que eras tu
Mas era uma linda mulher
Que na Terra irei amar
Diz a minha sã mente
Mesmo com outro amor
Nada irá comparar
Ao teu brilho
Ó linda estrela

Lua Singular

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Poesia sem nome: ANJO



Num lago gelado piso
Meu pé está disperso
Caminho sempre a esmo
Está anoitecendo...

Meu coração aquece(...)
Ouço barulho sem medo
Não sinto nada, nem frio
Das plantas sinto o perfume

Não tenho moradia, nem luxo
Gosto de sentir meus pés soltos
Uso roupas compridas e leves
Meu sorriso é para as espécies

Às vezes sinto-me leve como pluma
Outras vezes dói a minha coluna
Quem sou eu? Quero voltar ao ninho
É longe e ao mesmo tempo muito perto

# Qual o título da poesia? #

Lua Singular

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Inveja, doença incurável


belles amérindiennes

Considero a inveja uma doença incurável, a qual os cientistas precisam com uma certa urgência criar um antídoto, pois esse veneno voa disseminando para a humanidade, dia após dia matando muitas pessoas, ou seja os invejados.
Outrossim, admirar alguém pelas suas boas qualidades e inteligência prodigiosa, quando levado pelo lado da inveja é como fazer morada no coração uma cobra peçonhenta que atira seu veneno contra essa pessoa e ainda guarda um pouquinho para beber do seu próprio veneno.
Seria melhor que esse veneno após lançado contra outrem a matasse no ato. Mas, não é assim, é pior, pois ele vai matando dia após dia um pouco das células, podendo chegar a óbito se não procurar ajuda urgente: um médico, um amigo de verdade ou alguma entidade do bem.
São mais invejadas as pessoas que conseguem acumular para si mesma várias qualidades: bondade, beleza, inteligência e discernimento.
Os invejosos conseguem carregar consigo uma enorme leva e puxa-sacos incompetentes que, infelizmente foram para o lado do mal. Seu fim será o mesmo que do chefe em comunhão com os seus parasitas. Seria menosprezar a inteligência da maioria dos homens não saber disso.
Existem aqueles que ficam numa corda bamba, uma ora pendem para um lado, ora para o outro e para mim esses são piores, pois tentam agradar a Deus e ao Diabo simultaneamente, o qual é impossível, pois inexiste pessoas tão desprovidas de inteligência que não se apercebe disso.
Enfim, aos invejosos que se esforcem para tentar se igualar aos seus ídolos, invejá-los é se afundar dia após dia num poço sem fim, daí será tarde demais...

Lua Singular

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Minha terra



Minha terra é tão tranquila
Que a tarde todos dormem
A janela fica bem aberta
Que até as moscas somem

Aqui inexiste o semáforo
Pra moça bonita dão lugar
O motorista é bem educado
Para, espera o idoso passar

À tarde passeio na cidade
Eu não preciso usar carro
No calor eu tomo sorvete
Depois banho espumante

À noite vou ver as estrelas
Beijar meu lindo namorado
Enciumar as nuvens belas
Sorrio a lua com leve aceno 

           Lua Singular

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Paixão proibida


                   он и она

Dois corpos com uma só alma
Que a vida veio brindar
Um amor arrebatador
Louco, mas a morte a ronda

O amor do homem levou
O ciúmes, na sua inconstante
Mente insana nela atirou
Vindo sorrir a morte

Loucuras...Não façam
Só Deus pode nos findar
O ciúme faz do diabo sua arma

Quantos sonhos perdidos
Numa paixão de amor
De amores proibidos

Lua Singular

sábado, 7 de fevereiro de 2015

O amor é tal...



O amor é tal gota de orvalho
Que se equilibra para não cair
O orvalho aparece no inverno
O amor permanece sem trair

Adoro beber gotas de orvalho
Assim como beijar teus lábios
As gotas são bem geladinhas
Quentes são os teus beijos

Não vivo feliz longe do amor
A gota que sofre dependurada
Se cair o chão a bebe toda

Amor e gota de orvalho é a fusão
De amor e querência de prazer
Um beijo da gota é só emoção

Lua Singular

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Conto: Ausência



A ausência é a amiga da solidão que nos machuca por dentro, mas que muitas vezes poderia nos alegrar, pois o fardo do desprezo é tão grande que não é admissível uma pessoa matar sua alma antes do seu corpo falecer.Assim aconteceu com Laura, jovem saudável, linda que tinha um lindo namorado que não cansava de dizer-lhe que a amava.
Por ironia do destino estavam voltando de carro d'um baile, onde derrapou numa poça d'água e o carro capotou duas vezes. Os bombeiros chegaram, retiraram primeiro Alberto, o namorado, meio embriagado com algumas escoriações; depois acharam Laura no meio das ferragens: estava horrível e quando Alberto a viu sem o um pé: vomitou; ela estava desacordada.
Laura foi levada ao hospital e Alberto ia sempre visitá-la.Depois de alguns meses ela voltou para casa. Nesse mesmo dia pediu a sua mãe um jantarzinho só para ela e Alberto, mandou avisá-lo, seria às dezenove horas e tudo combinado. Mesmo sem um pé, que posteriormente colocaria uma prótese estava feliz por estar viva junto com a família  e do seu amor.
Olhou o relógio, seu coração acelerou de felicidade, mas ela durou pouco: as horas foram passando e nada de Alberto. Chorou copiosamente abraçada a seus pais.
O tempo passou ela se recuperou, cada dia mais linda, já caminhava só sem nenhuma dificuldade, pegou uma flor e pensativa caminhava tranquilamente num lugar paradisíaco e qual não foi seu susto quando viu Alberto chegar cautelosamente ao seu encontro e cabisbaixo e lhe pediu perdão, beijou seus lábios gelados pelo vento.
Quando Alberto foi abraçá-la ela o afastou dizendo: eu não o amo mais, sábado é meu grande dia: o dia do meu casamento com um homem maravilhoso que o amo e que há tempo me declarou seu amor sem olhar para os meus pés. Se quiser ver uma noiva feliz está convidado para o meu enlace.
Alberto envergonhado nada disse e partiu...
Um amor morre e outro recomeça com muito mais intensidade.

Lua Singular

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Conto: amo nos meus sonhos



Meu nome é Carla, fui casada havia dois anos, um louco amor cheio de anseios e lindos sonhos para o futuro. Mas o destino não quis.
Na saída d'um restaurante perto de casa, dois ladrões nos abordaram e pegaram todos os nossos pertences e, não satisfeitos, um deles disse: hoje você não vai dormir com sua linda mulher. Atirou sem piedade, abracei-o todo ensanguentado até o levarem ao hospital. Não houve jeito, chegou a óbito.
O tempo passou e eu era uma mulher feliz, sorridente e alegre e ouvia os mexericos dos vizinhos: que mulher assanhada, logo terá outro marido. A felicidade era tanto que nem ligava pelo o que os outros falavam.
Por quê? Vocês me perguntam. É que todas as noites meu falecido marido vem me visitar em casa, saíamos à passear, vamos ao cinema e teatro e como gesticulava muito, sozinha, foram conversar com os meus pais.
Antes de me casar fomos ao médico e ele nos disse se eu quisesse ter filho teria que fazer uma inseminação e como não queríamos filhos no começo do casamento, ele foi ao hospital colheu o sêmen que foi congelado.
Meus pais começaram a me visitar sempre de tardezinha, faziam perguntas até que contei a verdade. Claro, pensaram que estava louca, foi quando todos ouvimos passos nas folhas secas do jardim. Era outono. Eu levantei-me toda feliz e fui me encontrar com o marido, só eu falava. O que viram tiraram a conclusão que sua filha estaria louca.
Levaram-me ao médico e nada constataram, pois era uma jovem alegre e saudável...Passado alguns dias eu fui ao médico para fazer a inseminação artificial e foi um sucesso. Estava grávida de gêmeos.
Foi um auê na cidade uma viúva estava grávida de gêmeos e até explicarem como foi levou um tempão.
O dia do parto chegou, foi feita uma cesariana e eu tive um casal, duas lindas crianças que vieram enfeitar minha vida e matar minha solidão.
Quando chegaram em casa, por dias esperei meu marido, nunca mais voltou, pois ele encontrou o seu lugar, mas deixou comigo dois pedacinhos lindos do seu amor.


Lua Singular



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Eu me permito...


 dreams come true

Eu me permito soprar meu brilho ao sol para que ele aqueça meus bons sentimentos e nessa fusão de amor tomar chuva num campo florido em companhia da natureza, rodopiar de felicidade na relva para que o arco-íris apareça e eu possa me deslumbrar com sua beleza.
Eu me permito tomar banho na cachoeira semi-nua, sentir as borbulhas d'águas brilharem meu corpo e nesse instante sentir as maravilhas da relva, pegar um sapinho na mão, sentir as grossas gotas d'águas baterem meu corpo gelado e, já com frio subir a margem do rio e escorregar várias vezes e, sorrir muito.
Já na relva molhada com o sol e a chuva aquecendo meu corpo e, tamanha era minha felicidade que rolei na relva até parar num arbusto. Olhei para cima vi algo inusitado: uma rosa vermelha e num pequeno galho um lindo beija-flor cantando para mim, não aguentei: chorei. Estendi a mão, o beija flor pousou na minha mão e beijou meus lábios e, nesse instante ele virou um lindo jovem que me abraçou e continuamos de mãos dadas a vislumbrar toda a natureza que hoje não existe mais.
Eu me permito sonhar...

Lua Singular

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Crônica: chuva de lágrimas



Uma vida normal me foi negada pela inconsequente falta de maturidade de meus pais que me puseram no mundo, sem absolutamente nada. Nem mesmo um teto para morar, vivíamos então de favores dos transeuntes que passavam e jogavam algumas moedas. Minha mãe as guardava para comprar leite e pão, eu mamava no peito sugando sem piedade o resto de leite fraco que minha pobre mãe ainda tinha.Lembro-me como se fosse hoje: a chuva caía torrencialmente, minha mãe, coitada, tentava acolher seus sete filhos no seu abraço quando uma senhora muito magra falou: venham comigo.
Minha mãe arrastou sua "ninhada", andamos por algum tempo e, quando vi uma porteira, imediatamente, apesar dos meus quatros anos, corri e subi nela e sorria muito.
Adentramos a uma casa pequena, mas muito limpa e mobiliada. Joaquina era a dona da casa que não demorou muito tempo levou roupas toalhas e algumas coisas para comer e disse: fiquem aqui até amanhã, depois a vida de vocês irá mudar. Minha irmã mais velha tinha treze anos, uma linda mocinha que ajudava mamãe nos afazeres de casa.
Meu pai? Aquele safado "putanheiro" e vagabundo? morreu como um anjo. Não nos fez nenhuma falta( Assim dizia minha mãe).
Eu com meus cinco anos sofria os soluços de mamãe de saudade do seu amor, apesar de ser um "traste" ela o amou muito.
Morávamos na chácara da dona Joaquina, mamãe cozinhava para ela e nós catávamos gravetos para acender o fogo, nadávamos no rio, aguávamos a horta, tratávamos os porcos, depois tomávamos banho para ir à escola.E o tempo passou...
Uma vidinha até boa, pois a patroa comprava até brinquedos para nós, enfim éramos felizes.
De repente uma nuvem escura pairou sobre nossa família, mamãe não acordou, estava morta, talvez a saudade de papai a fez querer partir e nós?
Saí correndo até uma grande poça d'água e como chorei. Chovia e minhas lágrimas se misturavam com as grossas gotas d'águas e ali fiquei por muito tempo, o mundo parecia desabar sobre minha cabeça.
Fomos doadas cada uma para uma família: sete irmãs, cada uma seguiu um rumo diferente até que um dia resolvi, depois dos meus 25 anos procurar minhas irmãs. Desculpem esqueci de dizer meu nome: Sofia.
O tempo passou, mas todas as reencontrei. Era Natal e festejamos juntas o nascimento de uma nova vida. 

Lua Singular

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Driblando a morte




Quando a morte vier me visitar a estarei esperando com um chazinho e deliciosos biscoitos, pedindo a ela um tempo para tomar banho, colocar minha melhor roupa, maquiar meu rosto e antes de colarem a boca e olhos ligarei a televisão e nela colocarei um cd da minha vida que foi intensa e cheia de glamour.
Começou então o filme e, depois de duas horas não tinha passado nem a metade da minha infância e a morte dormiu, acordei-a com um toque suave na mão, ela esbaforida acordou e me disse: amanhã eu volto, pois o seu filme me fez dormir e tenho mais compromissos para hoje.Desta vez escapei.
Sabia que no outro dia ela voltaria, então, fui tentar consertar algumas coisas que fiz de errado e pedir perdão a quem magoei, tenho certeza que tudo será muito rápido.
Eu e meu velho fomos no outro dia almoçar num restaurante pertinho de casa e quando estávamos saboreando uma deliciosa picanha, quem aparece? A morte.
Sorri para ela e pedi que se sentasse a mesa para que juntos degustássemos os soberbos pratos. Pedi duas garrafas de vinho do Porto e entreguei a morte: beba, é uma delícia...E vocês não bebem nada? Aí eu respondi com muito amor: já bebemos das delícias do amor e já que tenho que ir nada melhor que brindar uma morte tão educada como você.
A morte ficou encantada conosco e perguntou: quantos anos vocês têm?. Respondemos simultaneamente 62 anos. Pôxa vocês são muitos jovens ainda.
Adeus, voltarei daqui a 20 anos.

Lua Singular