sábado, 28 de novembro de 2015

Discrepância



Será que não está na hora de Deus acabar com essa vergonha que passamos morando na Terra? Não reclamem de seus países, venham morar aqui, mas não sejam professoras de uma metrópole, pois além de comer salsicha o ano inteiro para pagar uma Faculdade de última categoria, tem que sujeitar a fazer concursos públicos. você tem que estudar o que você nunca aprendeu na escola para passar num concurso, mas você rala, memoriza e passa nem que seja no último lugar, você terá que "pagar" para trabalhar senão: bau!bau!, mais um sonho morto no necrotério dos pobres.
Entra na sala de aula se não fechar o bico apanha dos alunos e se relar numa criança desse tipo, você está frito com a justiça, pois mães não são de antigamente, pois se houvesse reclamação apanhávamos a prestação, pois mãe também precisava trabalhar. se chorasse apanhava mais.
Mas nem tudo está perdido, pois existem os bons alunos que estudam, estudam até de madrugada e a dificuldade de conseguir pelo ao menos um emprego privado, pois o entrevistador sente o cheiro da roupa alugada e o suor do negro ( mesmo limpinho, a virilidade fala mais alto), não servem querem os branquelos mesmo desprovidos de inteligência, os "coitados" esses então quando passam em algum concurso, pegam no pé até eles pedirem a conta.
Vamos então voltar à escravidão , levaremos uma leva de pobres discriminados e acabaremos com esse mundo nojento. Como? Não sei, e?
As palavras em azul não se aprendem na escola, mas fazem muita diferença numa sociedade que precisa mudar. Ou...


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A vida de João


violeiro

João era um rapaz tímido, levara um "fora" da namorada, o qual o deixou sem chão, pois a amava demais. Gostava de tocar seu violão e para descontrair bebia um golinho de cachaça. Deixou seu emprego e virou um boêmio.
Ficava tocando seu violão no bar da dona Cândida e suas músicas eram tão lindas e chorosas que o bar ficava lotado de gente a beber e comer petiscos.Dona Cândida dava um prato de petiscos para ele e ficava até a noite. Quem passasse pelo bar parava para ouvir o violeiro cantar a sua dor.
De repente João ficou famoso e muitos queriam levá-lo do bar para gravar discos. Ele foi, mas disse a D. Cândida: eu voltarei, pois aqui nesse bar é meu recanto de lembranças.
E lá foi João para a cidade grande gravar seu primeiro dos muitos CDs. Ficou rico, mas voltou ao bar da dona Cândida, deu algum dinheiro para ela reformar o bar, pois estava ficando pequeno para tanta gente. Ele não gostava de fazer show, mas permitia alguns cantores famosos cantá-los na televisão e ficava contratado o seu cachê, seus discos vendiam muito e eram tocados nas rádios.
Passado uns três meses, estava tocando sua música preferida, eis que aparece no bar sua antiga namorada, ainda muito bonita, ficou a ouvir a música até terminar. João tomou dois goles de cachaça e perguntou a sua ex: o que você veio fazer aqui no bar Angelita? Vim tentar reatar nosso namoro, eu nunca o esqueci.
João era muito querido pelas mulheres da cidade desde que era pobre e chegou perto de uma e perguntou: Rosinha quer namorar comigo, ela ruborizou e disse que sim, tirou-a da cadeira, beijou-a na boca. Todos aplaudiram e a antiga namorada foi saindo de fininho e nunca mais voltou.
João aprendeu amar Rosinha, uma linda moça que já o amava, se casaram e tiveram quatro filhos para a alegria do casal.
O bar da dona Cândida ficou triste sem seu violeiro, mas agora casado não podia ficar tocando em bar, mas dava a D. Cândida um CD cada nova gravação, daí voltou o seu sorriso.
Hoje, na sua casa mora a felicidade que ressuscitou João para a alegria e toda família vive feliz.



quinta-feira, 26 de novembro de 2015

10 vantagens de ser pobre


pobreza

  1. É SIMPLES! Você não perde seu precioso tempo com grandes sonhos. Contenta-se com um sonho de padaria, um sonho de valsa.
  2. É VALORIZADO! Em um mundo de mulheres interesseiras oportunistas, só as sinceras e verdadeiras dão bola para você.
  3. É SAUDÁVEL! Você tem uma vida de atleta: correndo para alcançar o ônibus, malhando para conseguir um lugar para se sentar.
  4. É ANTIESTRESSANTE! Nenhum vendedor te liga para empurrar alguma bugiganga.
  5. É ALIVIANTE! Com a sua fama de pé-rapado, nenhum amigo te pede dinheiro emprestado e, dependendo do seu grau de pobreza, eles nem serão mais seus amigos.
  6. É EMOCIONANTE! Você nunca sabe se o dinheiro vai chegar até o final do mês e, assim, tem uma rotina muito menos previsível!
  7. É INVEJÁVEL! Enquanto os seus vizinhos viajam, pegam trânsito no feriado e sofrem com as praias lotadas, você descansa na comodidade do seu barraco.
  8. É ÚTIL! Você tem de trabalhar aos domingos para fazer horas extras e, assim, não precisa assistir aos programas que são campeões de audiência de encheção de saco.
  9. É SEGURO! Você não precisa levar a carteira para todos lugares que for, pois ela está sempre vazia. Assim, os trombadinhas vão passar longe de você.
  10. É GRATIFICANTE! Sem dinheiro para acessar a internet, você nunca vai ler textos inúteis como este, publicados por blogueiros sem nada melhor pra fazer.
As desvantagens eu não conto, tenho que ir, já deu a minha hora… hehehe

Bocaberta



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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A chuva milagrosa


luis rojo33

Choro quando a chuva cai nas lembranças
A tarde caía você me dizia adeus...
A chuva se misturava com minhas lágrimas
Que teimavam em cair por você
O meu maior crime foi amá-lo demais
Sentia sua frieza há tempos, fingia nada saber
Uma semana de chuva, coração sangrando
Banhava-me em prantos no tempo chuvoso
Desmaiei, não vi mais nada, acordei no hospital
Machucada por fora e doída por dentro
Tomando soro adormeci, senti um carinho na mão
Perdoa-me querida, eu nunca deixei de amá-la
Não conseguia contar o meu segredo
Qual é esse segredo que quase me matou?
Sou pai, fiquei viúvo havia dez anos
Onde está o seu filho, quero conhecê-lo
Entrou um garotinho de apenas três anos sorrindo
Chegou perto de mim e disse: você é a mamãe?
Papai disse que iria arrumar uma mamãe para mim
Abraçou o garoto e disse: eu vou ser sua mamãe
Todos se abraçaram, nova família surgia


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

"Meu presente de aniversário"


só meu

Hoje eu faço seis anos e mamãe já está preparando uma linda festinha para mim. Todos os meus coleguinhas da escola virão e fiz questão de convidar minha professora, uma linda jovem que gosta muito de contar estórias.
Queria que as horas passassem rápido, pois a minha professora nos ensinou ler as horas e já fazíamos algumas frases.
Finalmente foram chegando os convidados e os presentes também, fiquei curioso pois o presente da minha professora era o maior e a curiosidade me aguçava demais.
Cantaram os parabéns, cortei o bolo, apaguei a velinha e todos caíram na comilança, de repente enquanto todos estavam conversando, peguei o livro subi as escadas e me tranquei no quarto.Apressado rasguei o papel que o embrulhava e vi: encantei-me com a capa do livro e um bilhetinho: Ao Jonas, com amor: tia. Engasguei para ler a frase, mas li. Quando abri o livro fiquei deslumbrado: dele saíram umas estrelinhas, iguais a que vemos no céu.
Comecei a ler, era um conto encantado, lindas figuras. De repente, mamãe bate à porta: venha Jonas você sumiu. Coloquei tudo embaixo da cama, abri a porta e disse a mamãe que fui guardar o presente da tia, mas nem abri, amanhã eu vejo o presente, pois deve ser especial como ela.
Abri todos os presentinhos, agradeci a todos e, disse no ouvido da professora: fui esconder o seu presente, tia-ela rio.
A festa estava ótima, mas eu queria que todos sumissem para ler o livro encantado. Nesse ínterim começaram a chegar as mães para pegar os filhos. A tia me abraçou, deu-me um beijo e me desejou boa noite. Todos saíram.Aff!!
Ô mamãe, tô com um soninho... ela me beijou e eu subi para meu quarto para dormir. Dormir?? Liguei um pequeno abajur no banheiro. Fechei a port a chave e apaguei a luz do quarto.
Meu banheiro era grande tinha até uma mesinha com cadeira, banheira enorme, quis tomar banho, mas a curiosidade foi maior e retornei ao livro e  fui lendo vagarosamente, conversava com os personagens. Tinha castelo, enfim o melhor presente que havia ganhado. Não vi mais nada.
No outro dia mamãe gritava meu nome, ouvia longe, a sorte dela é que tinha deixado a chave na porta e ela guardava uma cópia de cada cômodo num molho de chaves. Até que enfim abriram a porta, a cama ainda estava feita, todos correram ao banheiro abriram a porta e eu dormia em cima do livro que ganhara da minha querida tia. Ouvia umas conversas longe, mas pensei que estava sonhando.
Ao me acordarem fiquei assustado e vi mamãe chorando, me pegou no colo e eu dizia: não chore eu ganhei da professora um livro encantado e os personagens saíam do livro e conversavam comigo. Que lindo disse mamãe, agora vamos tomar um banho, saborear um gostoso café-da-manhã, depois à tarde vá curtir os presentes.
Mamãe colocou-me na cama, estava "morto"de sono...

Uma singela homenagem a todas as professoras alfabetizadoras, que amem seus pequeninos como eu amei os meus e, vendo-os nas ruas da cidade vêm me abraçar como se fossem pequeninos. É um amor que não tem preço, doa-se.


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

20 de novembro: Dia da Consciência negra



Eu não vou mais escrever sobre Zumbi, pois toda vez que coloco uma postagem para enaltecer o rei dos Palmares, ela some. Essa podridão o Brasil carrega até hoje, mas muitos brancos são escravos da fome, comem no lixão, formando um lindo cartão postal do Brasil.
Você Zumbi ganhou um feriadinho em 1000 cidades das 5570 existentes no Brasil, um feriado coberto com a vergonha da História do Brasil.
Zumbi: onde estiver saiba que estou contigo e não abro. Viva o rei dos Palmares que lutou e morreu, pois queria a liberdade de todos os negros, mesmo ele tendo nascido livre.

Atenção: que quiser ouvir um grito de um negro lindo e culto(meu filho) é só escrever em Pesquisar este Blog: Consciência Negra. (Muitos já leram).

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Metonímia x acróstico: Meu pai











M ãos calejadas suadas, honradas,
A tadas a família, a Deus e ao trabalho,
R espeitadas, doadas, emprestadas
T imbradas na honestidade e na 
I ncansável batalha,
M arcadas, cansadas

R abiscadas pelas fendas da idade,
E mpobrecidas por falta de atividade,
I gnoradas por algumas autoridades
T itubeadas pelo tempo,
A marguradas pela perda do seu amor, 
N ão suportaram 
O flagelo da solidão, faleceram.
         

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Prosa poética - Tô chegando


Mãe, tô chegando
Prepara o leitinho
Que o túnel é estreito
Vou ficar cansadinho
Uai, cadê o meu banho?
Mas fiquei cheirosinha
Tão discutindo por quê?
Ah! Agora podem prosear
Tô mamando. Que gostosura!
Oh! Mamãe, adoro os carinhos
Quem não está gostando é Pedro
Disseram que é meu único irmãozinho
Mamãe chama Pedro...franziu a testa
Me aguarda, quando crescer
Não irá franzir a testa, sumirá
Pois não me olhou direito
Quem vai apanhar?
Eu, é que não
Você, é que sim
rsrsrs

 

sábado, 14 de novembro de 2015

Poesia Concreta: declaração de amor


amor

Uma rosa para o meu amor, juro amá-la todos os dias, acordá-la com o carinho no alvorecer. 
Tomarmos um banho de espuma a dois, beberei dos seus beijos e enquanto eu viver serei fiel e a amarei para sempre. Farei da sua vida a minha, mas nunca me engane.
 J
 A
 M
 A
 I
 S

o

  E
    N
      G
         A
            N
               A
                  R
                     E
                       I S S O  P O R Q U E  O  A M O        

                                                  meus 
        

Canto do sertão

                                                 
                   I        
O pôr do sol aparece feliz          
Cá no meu querido sertão
Sorrindo, o sono refresca
Minh'alma à espera da noite
                  II                    
Violeiros entoam uma música
Cansados mas esperançosos
Que a chuva forme charcos
 No seu amado e querido sertão
                      III
 Na querida terra do seu Rincão
A moda de viola voeja pássaros
Que encantam o céu avermelhado
E a sinfonia de sons, chora violões
                      IV
Meu sertão seria belo se a chuva caísse
Do chão rachado não nasce nenhuma flor
Parece que este pedaço de chão.............
Nunca foi de ninguém, chora, o sertanejo


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Haikai

                                                                                     


       À você
          Meu filhinho 


domingo, 8 de novembro de 2015

Destino cruel


marionetes

O destino é cruel / não manda recado / Faz de nós marionetes / De uma vida sofrida / Mata o amor em nós / Viramos um saco vazio / Com muitos buracos / As alegrias são escassas / Os sofrimentos são doídos / Bons momentos são poucos / Quase ninguém mais sorri / Tá difícil até rastejarmos / Num mundo tão lindo / Onde a força do mar / Com suas ondas gigantes / Engole pessoas distraídas / E crianças inocentes / O humano é muito cruel / Se ficarmos na distração / Dá-nos uma bela rasteira / Que jamais nos levantaremos.


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Pela janela do meu quarto



Todos os os dias quando o Sol acorda, abro as cortinas da janela do meu quarto e só vejo umas rosas olhando para mim, nenhum carro, a casa do outro lado está vazia. Não vejo a vida passar.
Que lugar é esse que papai escolheu para morarmos, não saio às ruas, não tenho amiguinhos, nada acontece.
Às vezes me pergunto será que já morri? Ou papai está fugindo de alguma coisa? Mamãe e papai pouco falam comigo e eles não me deixam sair.
Cinco vezes por semana chega aqui uma velha taciturna com uns livros debaixo do braço: sentamos numas cadeiras perto da mesa e me ensinava português, matemática e latim. Por que não ciências, história e geografia? Talvez quisessem a minha alienação.
O nome da cidade era cidade Nua. Ainda não entendia o significado dessa palavra, foi quando minha professora foi ao banheiro, peguei rapidamente um pequeno dicionário e fiquei sabendo o significado de nua.
No outro dia, de madrugada, sabia onde meu pai guardava as chaves da casa, fiz uma trouxinha de roupa, abri a porta, a tranquei e joguei as chaves perto da roseira.
A roseira parecia sair. Caminhei muito, eis que de repente para um carro com um casal jovem e pediu que eu entrasse e ele saiu em disparada, então perguntei: por que corre tanto? Para que os espíritos dos seus pais já mortos não a alcancem, foi aí que percebi o cativeiro.
Depois de alguns dias, o casal que não tinha filhos com a papelada nas mãos disse: agora você já é nossa filha querida. Corri abraçá-los.


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Rabiscos de amor



Entre cochilos e escritos
Vou rabiscando teu rosto
O sono me leva ao infinito
Meus escritos em negritos

Mas ele lindo, sai finalmente
Olhos azuis pele cor escura
Os lábios cor de mel ardente
O cheiro entorpece a loucura

Levanto a cabeça sono vence
Rascunho sua angelical alma
Belo é seu sorriso que enaltece
Aperolados jamais visto por cá

Mais alguns rabiscos termino
A face do homem que sonhei
 Raspou a barba no meu rosto
Acordei, adorei o que rabisquei